terça-feira, 2 de agosto de 2011

Governo lança política industrial em meio a temores de desindustrialização


Em meio ao persistente aumento da participação de matérias primas nas exportações brasileiras, o governo lança nesta terça-feira o programa “Brasil Maior”, destinado a alavancar o setor industrial do país.
As medidas devem incluir desonerações fiscais para setores como os automotivo, têxtil, calçados, máquinas, químico e de inovação, além de incentivos a produtos industrializados para exportações e uma política de defesa comercial.
Nos últimos dias, a presidente Dilma Rousseff reuniu-se com ao menos quatro ministros para definir os detalhes da nova política industrial, que não foram divulgados.
Os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento) vinham divergindo sobre o tamanho dos incentivos fiscais, de acordo com notícias publicadas recentemente.
Mantega estaria preocupado com o peso das desonerações num momento em que a crise na Europa e nos Estados Unidos requer prudência com as contas públicas, ao passo que Pimentel teria pressionado por um plano mais audaz.
Segundo algumas informações que vêm circulando nos últimos dias, as desonerações poderiam atingir R$ 45 bilhões entre 2012 e 2015, embora Mantega tenha negado a informação em entrevista na semana passada.
'Desindutrialização'
Participação de commodities primárias na pauta de exportações brasileiras subiu de 41% para 51%
Seja qual for seu tamanho, o “Brasil Maior” pretende reverter o processo de “primarização” da pauta de exportações do Brasil – aumento da participação de commodities (matérias primas) nas vendas totais, em detrimento das exportações de bens industrializados.
Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), entre 2007 e 2010 a participação de commodities primárias na pauta de exportações passou de 41% a 51%.
O órgão aponta que, desde 2005, o Brasil perde market share (participação do país nas exportações mundiais) em todos os produtos, exceto em commodities primárias e “outros” (item que inclui petróleo). Naquele ano, o país era repsonsável por 0,94% dos produtos de média intensidade tecnológica exportados mundialmente; em 2009, a participação caiu para 0,74%.
No mesmo período, no entanto, o market share dos produtos de alta intensidade tecnológica se manteve praticamente estável (foi de 0,50% em 2005 para 0,49% em 2009).
Câmbio
Analistas, porém, contestam o alcance das medidas. Para o economista e ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira, a atual taxa de câmbio limita o sucesso de qualquer política industrial.
Na semana passada, o dólar atingiu a cotação de R$ 1,543, a mais baixa dos últimos 12 anos. A desvalorização do dólar é considerada prejudicial às indústrias locais: ainda que favoreça a importação de máquinas, encarece os produtos nacionais no exterior e barareia produtos importados concorrentes.
O fenômeno é alimentado pelo crescimento dos investimentos em moeda estrangeira que o país tem recebido – estimulado pela alta taxa de juros no Brasil (o que amplia a rentabilidade dos investimentos) e pela má situação econômica nos países desenvolvidos.
Doença holandesa
Para Luiz Carlos Bresser-Pereira, Brasil já sofre da chamada 'doença holandesa'
Segundo Bresser-Pereira, caso não seja administrada, a taxa de câmbio dos países em desenvolvimento tende a uma “sobreapreciação cíclica”. Ele afirma que, há uns cinco anos, o governo percebeu o mal, mas não tem conseguido combatê-lo.
Paralelamente, o economista diz que o Brasil sofre da chamada "doença holandesa" – mal que acometeu os Países Baixos nos anos 1960, quando o aumento nos preços do gás fez o governo local privilegiar esse setor, o que levou à perda da competitividade das indústrias.
Entre as medidas que poderiam ter êxito no controle do câmbio, Bresser-Pereira cita a intensificação do controle à entrada de capitais – por meio de novos aumentos no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), além de outras ações – e a redução da taxa básica de juros.
“Isso (sobrevalorização do real) promove uma desindustrialização que nenhuma política industrial será capaz de reverter”, diz o economista, que cita as indústrias chinesa e indiana entre as que têm se beneficiado do controle cambial em seus países.

Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Produção industrial aumenta 1,3% em maio, mostra IBGE

Em abril, atividade fabril havia caído 2,1%.
Indústria de alimentos registrou a maior alta entre as atividades analisadas.
A produção industrial brasileira cresceu 1,3% em maio, na comparação com o mês anterior, quando fora registrada queda de 2,1%, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo período do ano anterior, foi verificada alta de 2,7%. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 4,5% e, no ano, de 1,8%. Segundo o IBGE, em maio, o índice atingiu o patamar mais elevado de produção de toda a série histórica, que teve início em 1991.












"No mês de maio, o índice geral da produção industrial atinge o patamar mais elevado da série histórica [desde 1991]. Esse recorde praticamente repete o patamar do mês de março, após uma queda em abril”, disse André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE.
De acordo com o gerente, a leitura dos últimos três meses é de estabilidade. "O crescimento permanece num patamar positivo, mas há, de fato, uma redução desse ritmo”, disse.
O aumento da produtividade foi registrado em 19 dos 27 tipos de atividade pesquisados pelo IBGE, com as maiores influências partindo de alimentos (3,9%), produtos de metal (12,8%), veículos automotores (3,5%), máquinas e equipamentos (4,8%), refino de petróleo e produção de álcool (4,2%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (4,4%).
Na contramão, houve diminuição da produção na indústria farmacêutica (-12,1%), seguida por metalurgia básica (-1,9%), bebidas (-2,2%), edição e impressão (-2,4%) e equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, ópticos e outros (-5,3%).
Entre as categorias de uso, o segmento de bens de consumo duráveis teve alta de 2,7% e alcançou o resultado mais elevado. Os segmentos de bens de capital (1,7%) e de bens intermediários (1,5%) também registraram taxas positivas em maio. A produção de bens de consumo semi e não duráveis ficou estável em maio.

Sobre o ano passado
Na comparação anual, a produção industrial cresceu em 19 das 27 atividades pesquisadas, puxada por veículos automotores (6,0%), refino de petróleo e produção de álcool (8,0%), produtos de metal (13,0%), outros equipamentos de transporte (13,2%), máquinas e equipamentos (3,5%) e fumo (20,2%).
Por outro lado, oito tipos de atividade mostraram queda na produção, com destaque para têxtil (-13,4%), bebidas (-6,4%) e edição e impressão (-2,6%).

Fonte: Do G1, em São Paulo e no Rio

segunda-feira, 20 de junho de 2011

País deve investir R$ 1,7 tri em máquinas

Os investimentos da indústria e da infraestrutura no Brasil devem consumir R$ 1,76 trilhão em máquinas e equipamentos nos próximos quatro anos. É o que mostra um estudo da área de pesquisa econômica do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que será publicado nos próximos dias. A cifra representa 56,2% do total de inversões projetadas pelo banco para o período entre 2011 e 2014: R$ 3,34 trilhões. No trabalho, os economistas do BNDES Fernando Puga e Gilberto Borça Júnior demonstram que, apesar de ser uma das menores do mundo, a taxa de investimento brasileira produz um efeito maior e mais rápido no crescimento.
O de petróleo e gás, por exemplo, consome aproximadamente 94% dos seus investimentos em máquinas e equipamentos. Apenas 1% é destinado à construção e 5% para outros itens. Isso significa, segundo o BNDES, que o setor deverá demandar sozinho R$ 355,7 bilhões em máquinas e equipamentos até 2014. O cálculo foi feito pelos dois economistas a partir dos dados de 2005 do Banco Mundial sobre a composição do investimento, os mais recentes para comparação internacional.
Fonte: Estadão, Economia - Alexandre Rodrigues

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Custo da indústria dispara e sufoca investimentos


Estudo da Fiesp mostra que, nos últimos 12 meses, os empresários só repassaram metade da alta dos custos
São Paulo – Os custos de produção da indústria paulista subiram 12% no intervalo de um ano. Desse total, metade foi repassada ao preço dos produtos e o restante, absorvido pelos empresários, que diminuíram os investimentos.
A constatação é de uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) feita com 358 empresas de todos os tamanhos e divulgada com exclusividade por EXAME.com.
Para minimizar os efeitos do aumento dos custos, 68% das fábricas reduziram a margem de lucro, 59% estreitaram as despesas administrativas e 41% aumentaram os preços dos produtos, entre outras soluções.
A soma dos percentuais supera 100% porque cada empresa pode ter tomado mais de uma medida para enfrentar o problema. A propósito, sete em cada dez empresários afirmam ter sentido uma “forte pressão anormal” de aumento de custos nos últimos 12 meses.
O item mais preocupante, no entanto, é que 36% dos empresários frearam os investimentos. “É mais um dado que confirma o que temos falado nos últimos tempos. A valorização cambial facilita a importação e reduz a capacidade de crescimento da Indústria. Quando se reduz a margem, se reduz a capacidade de investimento também”, diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp.
De uma forma geral, o impacto foi sentido pelo setor inteiro, independentemente do tamanho da empresa.
Fonte: Fiesp

segunda-feira, 6 de junho de 2011

PIB confirma ciclo sustentável de expansão, diz BC


Agencia Estado
O Banco Central (BC) divulgou nota hoje na qual avaliou que o crescimento de 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do País no primeiro trimestre deste ano, ante igual período do ano passado, "confirma que a economia brasileira se encontra em um ciclo sustentável de expansão, em ritmo mais condizente com os equilíbrios interno e externo".
Na nota, a autoridade monetária destaca que a demanda doméstica segue como o grande suporte da economia e salienta que a expansão de 5,9% no consumo das famílias, na mesma base de comparação, foi impulsionado pela expansão "moderada" do crédito às famílias e pela geração de emprego e de renda.
O BC também destacou o desempenho da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) - medida dos investimentos no País -, cuja alta de 8,8% nos três primeiros meses de 2011, também na comparação anual, foi classificada de "desempenho robusto". Segundo o BC, os dados indicam que os empresários brasileiros permanecem confiantes nas perspectivas para a economia do País neste e nos próximos anos.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Segundo estudo da Dextron Management Consulting de 2010, setores químico e petroquímico se destacam nas operações de concentração econômica no Brasil

Um estudo da Dextron Management Consulting, consultoria especializada em estratégia e gestão de negócios, apontou que o setores Químico e Petroquímico foram os setores que mais se destacaram na realização de fusões e aquisições no Brasil em 2010. A área respondeu por 30% das fusões e aquisições no ano passado, junto com os setores de Informática e Telecom e Serviços Gerais.
O levantamento demonstra que as empresas buscaram principalmente expandir seus core businesses com operações de expansão horizontal, que representaram 63% das transações em 2010. Em relação ao ano anterior, houve um aumento de 15,7% nas operações dessa natureza. Embora as operações de private equity tenham apresentado um crescimento de 68,8% em 2010, indicando uma tendência de investimento por parte dos fundos, as fusões e aquisições visando à expansão horizontal responderam por 52% das operações.
O trabalho considerou os pareceres de atos de concentração econômica emitidos pela Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda entre janeiro de 2009 e dezembro de 2010. Ao todo, foram coletados 1.265 registros. Porém, com a exclusão dos registros que estavam em análise, que não resultaram em aquisições de controle acionário e de todas as operações de acordo de fornecimento, chegou-se a uma amostra de 709 registros – 326 em 2009 e 383 em 2010.

Fonte: Radar Industrial

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Manutenção do Tepar promove palestra sobre Metalização

Na tarde da última quinta-feira, 24 de março,
representantes da Durotec Industrial estiveram no Terminal de Paranaguá, a convite da Manutenção, para apresentar uma palestra sobre Metalização para alguns integrantes da força de trabalho. A Durotec
possui um contrato de serviços de metalização de tanques de armazenamento de petróleo e seus derivados para as unidades do Sistema Petrobras.

A apresentação faz parte do "Programa de Treinamentos da Manutenção", que teve inicio este ano e visa a qualificação dos empregados próprios e  terceirizados da Manutenção do Tepar.

Os palestrantes, Antonio Bravo, gerente de vendas, e Antonio Geraldo da Silva, diretor da empresa, apresetaram os processos de
aplicação da metalização: metalização a chama - flame spray, metalização através de arco elétrico - Arc Spray e metalização hipersônica - HVOF. A metalização visa proteger os tanques do processo de corrosão que ocorre ao longo do tempo. Foi informado que a vida útil média de um tanque é de cerca de 20 anos, sendo que a corrosão pode ser observada particularmente no teto e no fundo em apenas um ano e meio de operação. Os palestrantes explicaram que a corrosão pode causar diversos danos, dentre eles a perda de
metal, paradas indesejadas, desligamento do tanque de linha, despesas com transferência (rebombeio), perdas de produto, danos ao meio ambiente e contaminação dos combustíveis. Em seguida, explicaram como ocorre o processo de proteção através da metalização, que forma uma forte barreira contra a corrosão, devido a conexão elétrica entre o zinco e o aço. A metalização pode ser aplicada associada a pintura, aumentando em até três vezes a vida útil de um tanque.

Por fim, citaram as vantagens adicionais trazidas pela metalização: as camadas metalizadas são eletricamente condutivas e asseguram segurança eletrostática na operação dos tanques, as camadas de metalização são elásticas o suficientes e não se soltam se sujeitas a deformação produzida pela expansão produzida pela expansão dos tanques, e evita o risco de explosão por perda de espessura da chapa abaixo do limite aceitável em caso de descargas elétricas.